Existe o amor da tua vida,
flecha de fogo que trespassa o peito,
visão em névoa de luar febril,
onde o toque é eternidade roubada ao tempo.
Mas há o amor na tua vida,
rio mansa que banha os dias,
mãos entrelaçadas no pão cotidiano,
sementes que florescem em rotinas tecidas.
Mas às vezes, no silêncio das noites vazias,
o que te consome a alma selvagem
não se aninha no lar dos teus passos –
é vento que passa, deixando cinzas perfumadas.
Outros amores virão, disfarçados de acaso,
promessas sussurradas em olhares fugidios,
mas o primeiro, o feroz, a da tua vida,
permanece como sombra doce no horizonte.
E no fim, elegante despedida no que não foi,
uma lágrima que cai sem alarde,
tristeza fina como rendas rasgadas,
lembrança que dói, mas embeleza o vazio.
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Autor:
An (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 7 de janeiro de 2026 00:20
- Comentário do autor sobre o poema: Esse poema começa falando que pode existe um amor na tua vida ou há uma amor na sua vida, mas também esse poema reflete uma tristeza que esse amor pode trazer a você mesmo no futuro referente ao primeiro parágrafo, quando você lê esse poema prestar mais atenção nas palavras que o segundo parágrafo do poema está falando com você. O amor que está na sua vida nunca vai te esquecer esse amor sempre vai ter amar até o ultimo momento.
- Categoria: Amor
- Visualizações: 11

Offline)
Comentários1
O amor é algo tão especial e por vezes tão incompreensível.
Abraços e parabéns pelo belo poema.
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