Lembro de um tempo atrás, de quem eu era..
das ruas, das risadas e da espera.
foram dias bons, dias de primavera
e a saudade grita, reverbera.
o meu alter ego, cheio de ego
eu gosto disso e não nego.
mas eles não me conhecem,
se soubessem quem eu sou, padecem.
vivemos de personagens e máscaras
adequação? ou falsidade?
enterramos a nós mesmos
toda vez que amamos sem verdade.
morreu o menino da rua
morte sem velório.
nasceu um homem confuso
espero que tenha um fim notório.
ou não? ...
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Autor:
Paulo Ricardo Silveira (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 6 de janeiro de 2026 22:41
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 17

Offline)
Comentários1
Muito Bom! aborda a perda da identidade original ao longo do amadurecimento, mostrando o conflito entre o eu do passado e as máscaras assumidas no presente. Questiona a falsidade das adaptações sociais e expressa a confusão de quem deixou a inocência para trás sem ainda encontrar um sentido definitivo.
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