MÁSCARAS

Paulo R. Silveira

Lembro de um tempo atrás, de quem eu era..

das ruas, das risadas e da espera.

foram dias bons, dias de primavera

e a saudade grita, reverbera.

 

o meu alter ego, cheio de ego

eu gosto disso e não nego.

mas eles não me conhecem,

se soubessem quem eu sou, padecem.

 

vivemos de personagens e máscaras

adequação? ou falsidade?

enterramos a nós mesmos

toda vez que amamos sem verdade.

 

morreu o menino da rua

morte sem velório.

nasceu um homem confuso

espero que tenha um fim notório.

 

ou não? ...

 

 

 

 

  • Autor: Paulo Ricardo Silveira (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 6 de janeiro de 2026 22:41
  • Categoria: Reflexão
  • Visualizações: 17
Comentários +

Comentários1

  • Ozana Anjos Santana

    Muito Bom! aborda a perda da identidade original ao longo do amadurecimento, mostrando o conflito entre o eu do passado e as máscaras assumidas no presente. Questiona a falsidade das adaptações sociais e expressa a confusão de quem deixou a inocência para trás sem ainda encontrar um sentido definitivo.



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