Lembro de um tempo atrás, de quem eu era..
das ruas, das risadas e da espera.
foram dias bons, dias de primavera
e a saudade grita, reverbera.
o meu alter ego, cheio de ego
eu gosto disso e não nego.
mas eles não me conhecem,
se soubessem quem eu sou, padecem.
vivemos de personagens e máscaras
adequação? ou falsidade?
enterramos a nós mesmos
toda vez que amamos sem verdade.
morreu o menino da rua
morte sem velório.
nasceu um homem confuso
espero que tenha um fim notório.
ou não? ...