Paulo R. Silveira

MÁSCARAS

Lembro de um tempo atrás, de quem eu era..

das ruas, das risadas e da espera.

foram dias bons, dias de primavera

e a saudade grita, reverbera.

 

o meu alter ego, cheio de ego

eu gosto disso e não nego.

mas eles não me conhecem,

se soubessem quem eu sou, padecem.

 

vivemos de personagens e máscaras

adequação? ou falsidade?

enterramos a nós mesmos

toda vez que amamos sem verdade.

 

morreu o menino da rua

morte sem velório.

nasceu um homem confuso

espero que tenha um fim notório.

 

ou não? ...