Em Ajaccio que nasceu a espada,
Que o ventre real ali gerou,
E que a mãe História perpetuou,
Com a sua honra inatacada...
O oficial da galante armada
Na artilharia surgiu o seu dom,
Quando no bravo cerco de Toulon,
Fez sua coragem perpetuada...
Sob os vis disparos ele avança,
Não teme, não foge – é ousado!
E quanto não vale esse soldado,
Que há de ser tudo para a França!
E o seu coração sempre inflamado
Leva na alma sua grandeza,
Seus feitos são sua cara riqueza,
Sua força – um nom imortalizado!
E daqueles campos lamacentos
Onde os cavalos ali corriam,
Junto aos seus homens que se perdiam
No mais trágico dos sofrimentos...
Via o general sempre imponente
Nas baixas – uma triste lástima,
Que roubava de suas brancas lágrimas
Razões para que seguisse em frente.
E sofria o mal do nublado céu
Nas roucas chuvas – sua tribulação
Sob o tal rugido do vil trovão
Crescia ali o amargor do seu fel...
Mas no raiar da manhã singela,
Tinha em mente já radioso plano,
Tal como eram os do bom Trajano
Para sediarem a Citadela...
Continua...
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Autor:
Giovanni Di Sforza (
Offline) - Publicado: 6 de janeiro de 2026 20:59
- Comentário do autor sobre o poema: Em honra e memória de Napoleão Bonaparte (1769 - 1821), L 'empereur de France.
- Categoria: Surrealista
- Visualizações: 4

Offline)
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