Em Ajaccio que nasceu a espada,
Que o ventre real ali gerou,
E que a mãe História perpetuou,
Com a sua honra inatacada...
O oficial da galante armada
Na artilharia surgiu o seu dom,
Quando no bravo cerco de Toulon,
Fez sua coragem perpetuada...
Sob os vis disparos ele avança,
Não teme, não foge – é ousado!
E quanto não vale esse soldado,
Que há de ser tudo para a França!
E o seu coração sempre inflamado
Leva na alma sua grandeza,
Seus feitos são sua cara riqueza,
Sua força – um nom imortalizado!
E daqueles campos lamacentos
Onde os cavalos ali corriam,
Junto aos seus homens que se perdiam
No mais trágico dos sofrimentos...
Via o general sempre imponente
Nas baixas – uma triste lástima,
Que roubava de suas brancas lágrimas
Razões para que seguisse em frente.
E sofria o mal do nublado céu
Nas roucas chuvas – sua tribulação
Sob o tal rugido do vil trovão
Crescia ali o amargor do seu fel...
Mas no raiar da manhã singela,
Tinha em mente já radioso plano,
Tal como eram os do bom Trajano
Para sediarem a Citadela...
Continua...