Quando quis amar-te

MAISA NALAPE

Quando quis amar-te

Quando quis amar-te, não era tolice.

Enquanto tu achavas que eras dono de mim,

que podias fazer o que entendesses,

convicto de que eu tinha medo de ti.

 

Eu apenas fugia

desse sentimento pesado,

dessa prisão sem grades.

O meu silêncio foi abrigo:

ajudou-me a sair do escuro,

a procurar de novo

o sentido da vida.

 

Enquanto te gabavas

de poder estar com muitas

e ainda assim manter-me ligada a ti,

como se eu continuasse

no teu reinado.

Tu saías sem horas de voltar,

e eu rezava

para que ficasses por lá.

 

Eu pedia paz,

e tu insistias em queimar-me por dentro.

Só voltarei a entregar o meu coração

a quem realmente mereça.

Ainda quero um amor

lado a lado,

feito de respeito e ternura.

Um amor que, mesmo a sós,

seja luz.

 

Que me acompanhe na velhice.

Não um amor perdido na multidão,

que não existe entre quatro paredes.

Não quero sorrisos forçados.

Quero reciprocidade.

Ainda não sou feliz.

A minha metade

ainda não apareceu.

  • Autor: MAISA NALAPE (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 3 de janeiro de 2026 16:21
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 15
  • Usuários favoritos deste poema: Arthur Santos
Comentários +

Comentários2

  • Arthur Santos

    Belo poema de amor.

    • MAISA NALAPE

      Amor é aquela mistura que inexplicável, só quem vive sente, e quem não viveu tenta perceber ou entra no mundo daquela poesia para suavizar a sua alma. Amo

    • Oswaldo Jesus Motta

      Que lindo! Amar é liberdade... floresce quando há respeito, ternura...e tudo mais... Abraços poéticos!

      • MAISA NALAPE

        GRATIDÃO.
        Que o amor seja sempre escolha, nunca prisão.
        Que seja casa aberta, janela com luz entrando,
        silêncio confortável e riso fácil.

        Abraço sereno e cheio de afeto.



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