Maremoto

vk_noctur

Encarando a velha praia,

Cede-se àquele lugar.

Em visão do nevoeiro.

O tempo passou a nublar.

 

Espreitava o sombreiro,

A fim de poder enxergar.

A beleza verdadeira,

Os olhos do sabiá.

 

As águas estavam calmas,

Num súbito, tomam raiva.

Sem uma sequer direção,

Passou a seguir em vão.

 

Confinou o maldito baú,

As chaves sumiram de vista.

Suas lembranças, já escassas,

Tornaram pó na imensa lista.

 

O aroma salgado distanciou,

Os peixes pularam fora,

E o anzol perfurou

Esse ser que vai embora.

 

Livrar-se assim foi árduo.

Essas folhas queimam,

Pesam mais que o fardo

De viver sem sentido.

 

Torna-se um mar vazio,

 Cheio de abundância.

 

  • Autor: vk_noctur (Offline Offline)
  • Publicado: 2 de janeiro de 2026 21:43
  • Comentário do autor sobre o poema: Águas turbulentas são difíceis de domar. '_'
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 5


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