Encarando a velha praia,
Cede-se àquele lugar.
Em visão do nevoeiro.
O tempo passou a nublar.
Espreitava o sombreiro,
A fim de poder enxergar.
A beleza verdadeira,
Os olhos do sabiá.
As águas estavam calmas,
Num súbito, tomam raiva.
Sem uma sequer direção,
Passou a seguir em vão.
Confinou o maldito baú,
As chaves sumiram de vista.
Suas lembranças, já escassas,
Tornaram pó na imensa lista.
O aroma salgado distanciou,
Os peixes pularam fora,
E o anzol perfurou
Esse ser que vai embora.
Livrar-se assim foi árduo.
Essas folhas queimam,
Pesam mais que o fardo
De viver sem sentido.
Torna-se um mar vazio,
Cheio de abundância.