NOS TRILHOS DO PANTANAL

Ozana Santana

 

NOS TRILHOS DO PANTANAL

(1)
No apito do trem antigo, o tempo vem me contar,
Histórias de um chão distante, que o ferro veio ligar.
De Bauru até Corumbá, rasgando o verde sem fim,
Leva sonhos, leva gente, leva o futuro e o jardim.

(Refrão)
Trem de ferro do Pantanal,
Ecoa no coração do Brasil Central!
Entre o campo e a imensidão,
Levas progresso e recordação. ?

(2)
No trilho da Noroeste, o mundo novo chegou,
Campo Grande despertava, e o povo se encantou.
De Porto Esperança à fronteira, com suor e emoção,
O trem trouxe a esperança, e uniu nossa nação.

(Refrão)
Trem de ferro do Pantanal,
Ecoa no coração do Brasil Central!
Entre o campo e a imensidão,
Levas progresso e recordação.

(3)
Levavas erva-mate e sonhos, o apito a ecoar,
Nas estações silenciosas, o tempo parece esperar.
Foste escola e estrada, vida em cada vagão,
O trilho era veia aberta, pulsando no chão.

(4)
Chamaram-te Trem da Morte, nas sombras do teu vagão,
Mas eras força e coragem, cruzando a solidão.
Hoje és canto e lembrança, turismo e saudade,
Trem do Pantanal, símbolo de liberdade.                                                                                                                                                                             

(Refrão)
Trem de ferro do Pantanal,
Ecoa no coração do Brasil Central!
Entre o campo e a imensidão,
Levas progresso e recordação.

(Ponte final)
Que voltem teus trilhos firmes, cruzando céu e sertão,
Ligando terras e povos, unindo o pão e a canção.
Teu vapor virou memória, mas o sonho não parou,
Nos trilhos do Mato Grosso do Sul, o Brasil se encontrou. 

  • Autor: Ozana Santana (Offline Offline)
  • Publicado: 2 de janeiro de 2026 19:54
  • Comentário do autor sobre o poema: No poema “Nos Trilhos do Pantanal”, celebro o trem pantaneiro como símbolo de ligação entre tempos, territórios e pessoas, destacando seu papel fundamental no desenvolvimento do Mato Grosso do Sul e na integração do Brasil Central. A ferrovia surge como caminho de progresso, esperança e sonhos, responsável por levar trabalho, cultura e vida às cidades, ao mesmo tempo em que preserva a memória coletiva marcada por desafios, sacrifícios e coragem. Ao unir passado e presente, o poema transforma o trem em metáfora de identidade, saudade e pertencimento, reafirmando-o como patrimônio histórico e emocional do povo pantaneiro.
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 4


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