NOS TRILHOS DO PANTANAL
(1)
No apito do trem antigo, o tempo vem me contar,
Histórias de um chão distante, que o ferro veio ligar.
De Bauru até Corumbá, rasgando o verde sem fim,
Leva sonhos, leva gente, leva o futuro e o jardim.
(Refrão)
Trem de ferro do Pantanal,
Ecoa no coração do Brasil Central!
Entre o campo e a imensidão,
Levas progresso e recordação. ?
(2)
No trilho da Noroeste, o mundo novo chegou,
Campo Grande despertava, e o povo se encantou.
De Porto Esperança à fronteira, com suor e emoção,
O trem trouxe a esperança, e uniu nossa nação.
(Refrão)
Trem de ferro do Pantanal,
Ecoa no coração do Brasil Central!
Entre o campo e a imensidão,
Levas progresso e recordação.
(3)
Levavas erva-mate e sonhos, o apito a ecoar,
Nas estações silenciosas, o tempo parece esperar.
Foste escola e estrada, vida em cada vagão,
O trilho era veia aberta, pulsando no chão.
(4)
Chamaram-te “Trem da Morte”, nas sombras do teu vagão,
Mas eras força e coragem, cruzando a solidão.
Hoje és canto e lembrança, turismo e saudade,
Trem do Pantanal, símbolo de liberdade.
(Refrão)
Trem de ferro do Pantanal,
Ecoa no coração do Brasil Central!
Entre o campo e a imensidão,
Levas progresso e recordação.
(Ponte final)
Que voltem teus trilhos firmes, cruzando céu e sertão,
Ligando terras e povos, unindo o pão e a canção.
Teu vapor virou memória, mas o sonho não parou,
Nos trilhos do Mato Grosso do Sul, o Brasil se encontrou.