65 - NUNCA SEREI UMA MARIONETA

Arthur Santos

NUNCA SEREI UMA MARIONETA

no meu cérebro

há peças soltas que parecem fichas

que vou catalogando

e com as quais vou jogando

jogos de paciência

com e sem competência.

 

umas vezes aposto e perco.

porque jogo mal.

outras aposto e ganho.

porque jogo bem.

 

o que eu não admito nem nunca

admitirei,

é ingerência nesses meus jogos

de paciência.

 

eu sou o rei

das minhas próprias fichas.

só eu sei as regras do meu jogo

e a sua meta.

nunca serei uma marioneta!

Comentários +

Comentários2

  • Versos Discretos

    Belo texto.

    • Arthur Santos

      Agredeço o comentário!

    • Vilma Oliveira

      Boa noite caro poeta Arthur! Seu poema é uma auto afirmação de independência e autonomia.
      Gostei imensamente, meus parabéns! Abraço fraterno.

      • Arthur Santos

        Grato pelo seu comentário Vilma.
        Realmente pesarmos pela cabeça dos outros nunca é uma boa conduta!



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