Arthur Santos

NUNCA SEREI UMA MARIONETA

NUNCA SEREI UMA MARIONETA

no meu cérebro

há peças soltas que parecem fichas

que vou catalogando

e com as quais vou jogando

jogos de paciência

com e sem competência.

 

umas vezes aposto e perco.

porque jogo mal.

outras aposto e ganho.

porque jogo bem.

 

o que eu não admito nem nunca

admitirei,

é ingerência nesses meus jogos

de paciência.

 

eu sou o rei

das minhas próprias fichas.

só eu sei as regras do meu jogo

e a sua meta.

nunca serei uma marioneta!