É realmente (in)crível
memorável
palpável e
inusitado
A forma como
os anos passam
as estações anuais
prosseguem
Os falsos sorrisos
(e primos)
mantém-se
em ceias e festivais
E a conta bancária
dos proletariados
fazem um (curioso)
movimento decrescente
A esperança
é representada
pela cor
esverdeada
Ela é como
uma luz musgo
no fim do túnel
Nossa criança interna
caminhando em
nosso encalço
segurando o
me(n)tal pesado
Almejando
um futuro
habitável
Pela falta de opção
ou minha insalubre
falta de criatividade
eu escolho o branco
Honestamente eu
só passei a ligar
para a cor
que na virada
iria usar
A partir do dia
em que fiz sete anos
me sentia andando
em um losango
Paz, era o meu
clássico pedido
de alguém
que acreditava
na estrela cadente
Eu já vivi
várias cadentes
desilusões
incoerentes
Puxavam-me
as correntes
para uma
perspectiva
Mais crua
mais infeliz
mais distante
do viver.
Esse ano, porém
me trouxe espairecer
não acho que possa
afirmar que
A felícissima menina
que ouvia 'Lua de Cristal'
voltou ao pedestal
Ela continua escalando
sem técnica
somente com
o que dizem
ser genialidade
Um sarcasmo amargo
engarrafado, além de
manuscritos que
sua versão adulta
irá provavelmente
achar hilário
Definir esse ano
em uma palavra
é uma tarefa difícil
nunca penso nisso
Tenho o costume
em ser avaliada
frequentemente
dou notas
aos passados
Acho que
setenta e quatro.
-
Autor:
Nanda Costa (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 31 de dezembro de 2025 21:55
- Comentário do autor sobre o poema: Eu desejo, de todo coração, um feliz Ano Novo! ?
- Categoria: Ocasião especial
- Visualizações: 6
- Usuários favoritos deste poema: Arthur Santos

Offline)
Comentários2
Hoje publiquei um poema com conceitos parecidos, parabéns expressou muito bem
Amei o seu!
Vocabulário riquíssimo!
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.