O que busco é flagelo
e não me cabem em versos
a tradução da natureza humana.
Busco, mas não encontro.
Sinto —
e o que busco vem do sentir,
que é involúvel.
Mora no pensamento
como um emaranhado de fios
presos a um livro.
O que busco
é traduzir cada pulsar do meu coração,
sentir que a frase tem razão
junto ao meu ser,
na minha alma.
O que busco
é sentido numa estrada deserta,
habitada por névoa escura.
O que busco
são palavras que ainda não aprendi,
que não moram no meu vocabulário.
É como uma folha que cai no outono:
despida, leve, sem razão.
É pisada,
partida em pedaços,
quebrada ao caminhar sobre ela.
O que busco
é a leveza da folha em reconstrução,
a passagem das estações
até que novas folhas nasçam.
O que busco
é o instante de razão
entre o etéreo e o racional.
Um sentimento grande,
explosão,
corrompido —
mas reconstruído.
Qual é a razão?
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Autor:
Pietra Figueiredo (
Offline) - Publicado: 29 de dezembro de 2025 01:14
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 6
- Usuários favoritos deste poema: hdjduiE7

Offline)
Comentários1
Eu creio que você já saiba disso, porém tu és extremamente talentosa.
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