Escorei-me a beira de minha janela
E me lembrei de você
Do quanto me fez sorrir e chorar
Mas também, do quanto me fez sofrer
Passam dias, passam noites
E ainda lembro-me do cheiro
Do sabor de sua boca
Do calor de seu peito
Escorada na janela
Olhando a viela
Vendo quanto tempo passou
E ainda sim que falta me faz você
Não pudera para mim voltar
Ainda assim, a beira da janela
Atirei-me sobre a viela para encontrar
O meu amor que aqui nesta terra, já não mas está
Silva, beatriz. A beira de uma viela. Rio de janeiro, 19 de dezembro de 2025.
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Autor:
beatriz silva (
Offline) - Publicado: 23 de dezembro de 2025 10:20
- Comentário do autor sobre o poema: Este poema revela a profundidade de um amor capaz de ultrapassar todos os limites. Ele nasce da saudade e das memórias que permanecem vivas quando alguém querido parte, transformando lembranças em eternidade. No desfecho, o clímax se ergue como um grito da alma: tomada pela dor insuportável da ausência, ela escolhe unir-se ao seu amado, pois viver em um mundo sem o amor da sua vida seria como existir sem luz.
- Categoria: Amor
- Visualizações: 52
- Usuários favoritos deste poema: Versos Discretos, beatriz silva, Arthur Santos

Offline)
Comentários3
... Atirei-me sobre a viela para encontrar o meu amor ... Bela imagem poética.
Um belo e sincero texto....gostei. Parabéns, Deus a abençoe
Gostei desse poema trágico porque nos faz refletir sobre coisas trágicas. É desconfortável? É, por isso tão bom. Além disso, ele nos faz repensar o que temos feito, como temos aproveitado o tempo com quem nós amamos, que é tão e talvez mais importante quanto pensar o que faríamos se estas pessoas partissem. Parabéns pelo poema, Beatriz.
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