O Barco Sou Eu
Não sou apenas quem observa o horizonte
Nem o porto que espera o fim do dia
Sou a madeira estalada, a quilha firme
A própria carcaça que enfrenta a maresia
As minhas cicatrizes são marcas de casco
Raspas de pedras que o tempo não leu
Se a onda é alta e o vento é brusco
Eu não temo o naufrágio pois o barco sou eu
O Movimento e a Pausa
As águas calmas não me ensinam o prumo
É no balanço que entendo o meu ser
Às vezes me perco mudo o meu rumo
Mas nunca desisto de me pertencer
Minha alma é a vela o peito é o porão
Guardando segredos que o sal escondeu
Navego no ritmo do meu coração
Pois a rota é longa... e o barco sou eu
O Destino
Não busco a terra para ficar parado
Pois um barco ancorado apodrece no cais
Prefiro o risco do mar agitado
Do que o silêncio de quem não tenta mais
Sigo flutuando constante e atento
Sob o sol que queima ou o céu que escureceu
Eu sou o caminho o motor e o momento
O mar é o mundo... mas o barco sou EU
Meu Lado Poético
Geralda Figueiredo
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Autor:
Gel (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 22 de dezembro de 2025 13:19
- Categoria: Ocasião especial
- Visualizações: 34
- Usuários favoritos deste poema: Arthur Santos, Versos Discretos, Shmuel, Vilma Oliveira

Offline)
Comentários3
O mar é o mundo... mas o barco sou EU ...
Bela imagem poética.
Boa noite amigo poeta!
Muito grata por ter você aqui!
E por teu comentário!
Seja sempre bem vindo!
Bela analogia.
Gratidão...sempre muito feliz com seus comentários...amigo Poeta!
Volte sempre!
Obrigado ,!
Lindo dia!
Muito grata poeta!
Seja sempre bem vinda!
Boa noite!
Que coisa linda !
Abraços
Obrigado amigo Colibri!
Feliz com seu comentário!
Abraços!
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