Não era falta de força.
Eu me movia.
Todos os dias.
Mas nada em mim
chegava.
O amor,
o trabalho,
os vínculos,
o eu.
Tudo tentado.
Nada inteiro.
O cansaço não vinha do peso,
vinha do vazio
entre o esforço
e o resultado.
Então eu paro.
Não pra desistir,
mas pra ouvir
o que em mim
ainda pede cuidado.
-
Autor:
SDafny (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 13 de dezembro de 2025 13:38
- Comentário do autor sobre o poema: Esse poema nasceu da tentativa de nomear um cansaço que não vem da falta de esforço, mas do excesso dele. Às vezes, o que chamamos de incapacidade é só a sensação de tentar demais sem alcançar. Não é sobre desistir do caminho, nem sobre perder a vontade. É sobre perceber que parar também pode ser um gesto de cuidado, um jeito diferente de continuar, enquanto o eu respira e se reorganiza.
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 4

Offline)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.