Não era falta de força.
Eu me movia.
Todos os dias.
Mas nada em mim
chegava.
O amor,
o trabalho,
os vínculos,
o eu.
Tudo tentado.
Nada inteiro.
O cansaço não vinha do peso,
vinha do vazio
entre o esforço
e o resultado.
Então eu paro.
Não pra desistir,
mas pra ouvir
o que em mim
ainda pede cuidado.