? O Dia da Onça
Autor: Claudio Gia
Macau, RN, 29/11/2025
?No peito do Brasil, floresta a respirar,
Onde o verde é o manto, e a vida quer brotar,
Surge a Onça-Pintada, em Araquém luzente,
Um totem de força, sagrado e presente.
?Não é só felina, de pelo e de malha,
É a saúde da selva, que não se acalma,
No olhar astuto, a floresta se vê,
Se a Onça caminha, o mato está de pé.
?Guardiã silêncio, de passo sutil,
Lembrando a sabedoria que a natureza traz,
Sua agilidade, um elo ancestral,
Harmonia exigida, para o bem-estar total.
?Mas seu manto pintado, é também um Alerta,
Contra a mão que destrói, que não tem reta,
O machado que avança, a fumaça no céu,
É a Onça que grita:
"Basta! O tempo é cruel!"
?No rito das câmeras, a Onça é Poder,
Força instintiva, que nos faz entender,
Que somos floresta, que o elo não finda,
Energia ancestral, que na terra se aninha.
?É Reflexão urgente, na moldura da arte,
Um clamor coletivo, de toda e qualquer parte,
Cuidar do País, da Onça e do chão,
É ato contínuo, nobre e sem perdão.
?A foto de Araquém é denúncia e prece,
Pois se a Onça se vai, a floresta fenece.
Que o Dia da Onça seja o nosso farol,
Proteger a beleza, antes que chegue o final.
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Autor:
Claudio Gia (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 29 de novembro de 2025 12:44
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 2

Offline)
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