Quando o Mundo Não Basta

gustavoaln

Teus cabelos… ah, teus cabelos,
Rios em espiral onde cada cacho guarda o teu apelo,
Quando loiros, têm um brilho que ilumina o meu anseio;
quando ruivos, trazem um calor que me chama pro teu peito.
E você, dona desses redemoinhos feitos para encantar,
É o encanto que até o silêncio aprende a admirar.

E teus olhos, esses azuis tão teus;
não são só cor, são mundos meus.
Teus olhos guardam um azul que me faz tremer,
como se tudo em mim corresse pra te reconhecer.

Há neles um azul que o céu não sabe conter,
um azul que pulsa, que parece viver.
Azul que vibra, sempre pronto a florescer,
mesmo quando o mundo tenta seu brilho desfazer.

E quem encara teu olhar por um breve sentido,
descobre que o mundo ainda guarda o impossível escondido…
milagres serenos, jamais definidos, 
que só se revelam quando cruzam teus olhos tão vivos.

Você carrega cultura na alma, em gestos e emoções,
como quem guarda no peito inteiras constelações.
Cada palavra sua desenha um universo desperto,
e é tão bonito ver teu pensar tão aberto,
acendendo luz onde antes era deserto.

E assim você caminha, com o mar nos olhos e o fogo nos cabelos,
como se reunisse em si todos os elementos que o mundo inveja.
E eu, que te observo, descubro a cada dia,
que não existem metáforas suficientes para te explicar...
mas é impossível não tentar. 

  • Autor: gustavoaln (Offline Offline)
  • Publicado: 29 de novembro de 2025 10:57
  • Comentário do autor sobre o poema: A exaltação da beleza, não somente física de uma garota amada, mas também sua beleza espiritual
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 7
  • Usuários favoritos deste poema: LidyaMorgan, Igo
Comentários +

Comentários3

  • adrya

    Que vocubulário rico! Escrita linda e muito profunda, parabéns

    • gustavoaln

      Muuito obrigado!

    • LidyaMorgan

      Esse poema é um mergulho delicado e luminoso na admiração — quase um encantamento. É um poema que brilha porque revela, ao mesmo tempo, a grandeza do outro e a sensibilidade de quem o observa.

    • Igo

      Poema profundo e encantador!



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