Teus cabelos… ah, teus cabelos,
Rios em espiral onde cada cacho guarda o teu apelo,
Quando loiros, têm um brilho que ilumina o meu anseio;
quando ruivos, trazem um calor que me chama pro teu peito.
E você, dona desses redemoinhos feitos para encantar,
É o encanto que até o silêncio aprende a admirar.
E teus olhos, esses azuis tão teus;
não são só cor, são mundos meus.
Teus olhos guardam um azul que me faz tremer,
como se tudo em mim corresse pra te reconhecer.
Há neles um azul que o céu não sabe conter,
um azul que pulsa, que parece viver.
Azul que vibra, sempre pronto a florescer,
mesmo quando o mundo tenta seu brilho desfazer.
E quem encara teu olhar por um breve sentido,
descobre que o mundo ainda guarda o impossível escondido…
milagres serenos, jamais definidos,
que só se revelam quando cruzam teus olhos tão vivos.
Você carrega cultura na alma, em gestos e emoções,
como quem guarda no peito inteiras constelações.
Cada palavra sua desenha um universo desperto,
e é tão bonito ver teu pensar tão aberto,
acendendo luz onde antes era deserto.
E assim você caminha, com o mar nos olhos e o fogo nos cabelos,
como se reunisse em si todos os elementos que o mundo inveja.
E eu, que te observo, descubro a cada dia,
que não existem metáforas suficientes para te explicar...
mas é impossível não tentar.