Poema Manifesto

Nalva Melo

 

Tudo que antes era azul,  
era céu, era oceano,  
tudo que antes era amarelo,  
era o ouro singelo, tão belo.  

Tornou-se cinzento, fumaça ao vento,  
rostos alegres refletem tormento.  
Olhares que esbanjavam ternura,  
choram agora amarga amargura.  

Pelas ruas consumidas, obscuras,  
homens selvagens sem dó, sem cura.  
Quereis o império, destruindo a nação,  
mas não é bravura — é louca maldição.  

Oh, homens selvagens, isso não é bravura,  
é amarga maldade, é pura loucura.  
Afastai-vos das minhas terras,  
pois nelas não cabem vossas guerras.  

  • Autor: Nalva Melo (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 29 de novembro de 2025 10:53
  • Categoria: Sociopolítico
  • Visualizações: 1


Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.