Tudo que antes era azul,
era céu, era oceano,
tudo que antes era amarelo,
era o ouro singelo, tão belo.
Tornou-se cinzento, fumaça ao vento,
rostos alegres refletem tormento.
Olhares que esbanjavam ternura,
choram agora amarga amargura.
Pelas ruas consumidas, obscuras,
homens selvagens sem dó, sem cura.
Quereis o império, destruindo a nação,
mas não é bravura — é louca maldição.
Oh, homens selvagens, isso não é bravura,
é amarga maldade, é pura loucura.
Afastai-vos das minhas terras,
pois nelas não cabem vossas guerras.