Venha cá, sou seu abrigo, amigo. Não ligue para essas placas escritas “perigo”. Com meu chicote sagrado, seus demônios eu corrijo. Acredite: Os demônios são quem temem fazer pactos comigo.
Venha cá, nenhum atormentará mais a tua alma. Te darei controle e punição, com muita calma.
Não, não tenha medo. Chegue mais perto, me dê a mão. Olhe bem nos meus olhos, preste muita atenção: sou a ajuda que tu procuras no meio de tanta ilusão. Meu chicote é sagrado, assim como meu sermão, mas somente para alguns, pois para outros sou a pura perdição.
No mundo sou conhecida como as punições que vêm após as más escolhas. Me chamo Retorno, a sombra que surge quando a culpa te acolhe às folhas. Sou a sensação ruim que invade quando encaras teu próprio espelho; e, se continuar comigo, entenderá por que tantos me temem quando cedem ao próprio desejo.
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Autor:
LDN (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 29 de novembro de 2025 09:36
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 5
- Usuários favoritos deste poema: Igo, Luisa Silva, L.C

Offline)
Comentários2
É um poema que caminha na fronteira entre consolo e ameaça, como se a própria consciência ganhasse voz. “Retorno” aparece quase como uma guardiã sombria: firme, íntima, sedutora e implacável. A escrita encanta porque envolve o leitor num sussurro — não para assustar, mas para lembrar que cada escolha lança sua própria sombra.
Fico muito feliz por ter gostado!
Esse não é só um poema, isso é um aviso! Sua poesia é magnífica!
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