Última Luz

Francisco Monteiro

Caí no asfalto, alma dobrada, corpo marcado.
A pedra me chama, o abismo sussurra:
“Não há luz.”

E quase acredito.
Mas no pó, algo desperta:
“Levanta. A dor é prova de vida.”

O fim que sonhei morreu,
mas cada morte empurra um novo nascer.

O mundo muda, o palco troca,
mas a caneta ainda é minha.

Sigo —
sem força, sem vontade —
sigo.
Porque a fé puxa onde o corpo não alcança.

      Francisco Monteiro

  • Autor: Francisco Monteiro (Offline Offline)
  • Publicado: 28 de novembro de 2025 21:38
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 4


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