Caí no asfalto, alma dobrada, corpo marcado.
A pedra me chama, o abismo sussurra:
“Não há luz.”
E quase acredito.
Mas no pó, algo desperta:
“Levanta. A dor é prova de vida.”
O fim que sonhei morreu,
mas cada morte empurra um novo nascer.
O mundo muda, o palco troca,
mas a caneta ainda é minha.
Sigo —
sem força, sem vontade —
sigo.
Porque a fé puxa onde o corpo não alcança.
Francisco Monteiro