Antecipe no peito a verdade absoluta,
onde o chegar habitual não deixa de ser espetáculo,
quando se sabe de onde se adivinha o improvável.
Capacidades desgrenhadas de desesperados secos de lágrimas,
ausentes em sua obsessão por tudo o que não entendem,
dançam chamas com o vento sem aquecer a saudade em seus braços.
Fios ruivos selvagens em dias revoltos,
lábios em flor, rosas vermelhas desenhadas.
Morro como? — sem beijar-te, jamais terei a paz do não e nem do sim.
Sonho conturbado, pesadelo vicioso.
Bestiais senhoras da dúvida, mãe das tragédias,
abandono da razão, caminho da loucura.
Flutuo rodeado por incertezas de tudo o que pode não vir a ser.
Arthur de Mello Noos
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Autor:
Arthur Mello Noos (
Online) - Publicado: 25 de novembro de 2025 16:29
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 18

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