Sempre me tomo pequenina,
uma menina,
um orvalho tímido no amanhecer.
Mas basta um tom mais alto,
um olhar torcido,
um dedo erguido, uma ameaça —
e já me alço.
Me ergo e cresço,
cresço inteira
para dizer que sou.
Sou firme, sou destino,
determinada e altiva.
E pouco me importam as consequências,
porque jamais permitirei
que aprisionem a minha pequena,
que reneguem o meu orvalho —
esse toque suave
que também sabe ser tempestade
se assim me aprouver.
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Autor:
Josi PMVC (
Offline) - Publicado: 25 de novembro de 2025 09:28
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 14

Offline)
Comentários1
Belo Poema!
Obrigada!
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