Josi PMVC

Pequenina, sim — mas infinita

Sempre me tomo pequenina,
uma menina,
um orvalho tímido no amanhecer.

Mas basta um tom mais alto,
um olhar torcido,
um dedo erguido, uma ameaça —
e já me alço.
Me ergo e cresço,
cresço inteira
para dizer que sou.

Sou firme, sou destino,
determinada e altiva.
E pouco me importam as consequências,
porque jamais permitirei
que aprisionem a minha pequena,
que reneguem o meu orvalho —
esse toque suave
que também sabe ser tempestade
se assim me aprouver.