Tua boca guarda o verbo,
mas teus olhos… ah, esses não sabem mentir.
Eles me olham como quem toca,
como quem chama, como quem diz
tudo o que você tenta esconder.
É no silêncio que te descubro:
no brilho que acende sem aviso,
na calma que te toma quando me aproximo,
no jeito de me mirar
como quem reconhece um lar antigo.
Teu olhar me fala antes das palavras,
me entrega antes do abraço,
me ama antes de admitir.
E eu?
Eu aprendi a ler você no escuro.
Porque quando tua boca hesita,
teus olhos — tão teus —
sempre me contam a verdade.
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Autor:
Esterlar (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 21 de novembro de 2025 21:50
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 240
- Usuários favoritos deste poema: SaseumiH, Yves de Sá, Melancolia..., Aira Lirien, FELÍCITY_POETA, Scar

Offline)
Comentários4
Os olhos sempre denunciam o que o coração tenta esconder.
Bob Marley
Verdade atemporal. Obrigada pela leitura.
Top demais!
Obrigada pela leitura. ?
Verdade... os olhos são o espelho da alma. Belo poema.
Bom ano 2026.
Que os olhos sigam dizendo verdades bonitas. Obrigada — e um belo 2026.
Hum uma parafrase quase perfeita, ligação direta com "Disponibilidade Lúcida". #Show
Leitura interessante. Diálogos entre obras são inevitáveis quando a sensibilidade toca temas universais. Ainda assim, esse poema nasce da minha experiência e do meu olhar. Abraços!
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