Ansiedade.

Marietta

Eu tento escapar da realidade criando mundos que não existem.

Mundos em que eu controlo o tempo, em que não erro, em que ninguém me olha.

Mas esses mundos se dissolvem rápido, como fumaça.

Não duram mais do que alguns minutos.

 

A música já não é refúgio, é barulho constante.

Ela não me tira daqui, ela só acompanha o ritmo da minha mente bagunçada.

Está sempre tocando, mesmo quando o fone não está no ouvido.

 

Eu abro a geladeira sem fome alguma.

Mordo os dedos até sangrar.

Troco de posição na cama, balanço as pernas, tento inventar distrações.

Nada funciona.

A cabeça não para.

A cabeça nunca para, e nunca parou.

 

Ela repete, sem pausa, que sou incompetente.

Que não vou conseguir.

Que não adianta tentar.

 

É uma tortura contínua, sem intervalos.

Não é medo de morrer.

É o cansaço de viver assim.

  • Autor: Marietta (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 11 de novembro de 2025 06:27
  • Comentário do autor sobre o poema: Oiie! Escrevi esse poema em um momento de angústia e muita confusão mental. Mas por minha sorte, o caos pode virar arte!
  • Categoria: Triste
  • Visualizações: 56
  • Usuários favoritos deste poema: SADE, Melancolia..., Sinvaldo de Souza Gino
Comentários +

Comentários3

  • Arthur Santos

    Cara poetisa, quase sempre o caos gera arte, como é o caso.
    Acho mesmo que sem caos não haveria arte!

    • Marietta

      Com toda certeza!

    • Melancolia...

      Senti verdades na tua escrita...
      Gostei demais....
      Abraços poéticos.

      • Marietta

        Abraços!

      • Sinvaldo de Souza Gino

        Estou nesta, o cansaço, desmotivado, sem alegria, vontade de estar sempre isolado, sem prazer, sem vontade, sem desejo, não ver ninguém, falar com ninguém, visitar ninguém, é um esforço estar perto do meu pai que é idoso e minha sogra também idosa, sem vontade de ouvir música, nem tv, a única força que ainda tenho é de ir para a igreja e ficar prostado de joelho diante de Jesus eucarístico, toco e canto na missa aos domingos, as vezes deijo o violão com a minha esposa e vou para a sacristia e lá sento no chão e fico até a crise passar, crise de ansiendade, ou fluxos de pensamento que me deixa confuso. Pertubação constante... Tudo passa ser gatilho... Obrigado pelo seu poema, identifiquei um pouco às pessoas que também estão neste! Também estou envolvendo com muita leitura, isso tira um pouco o foco do meu sofrer. DESABAFO!

        • Marietta

          Nesses momentos de angústia, Jesus é a única saída mesmo! Abraços fraternos!

          • Sinvaldo de Souza Gino

            Verdade!



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