santidarko

O dialeto das nuvens


Borboletas
sopradas,
pelo retiro da tarde.

Deixe-me,
novamente,
repousar
com as minhas memorações
no jardim de teu sexo.
Talvez...,
nossa tristeza,
um dia
cesse..

Bem aonde fora plantada.
O verão em seu corpo,
me faz
pairar.

Com você,
minha solidão descalça
há de enfrentar,
caminhos áridos.

Comentários2

  • Cecilia

    Santidarko, gostei muito de seu texto harmonioso, conciso e bonito, um pouco hermético, o que o torna mais interessante.

    • santidarko

      OBRIGADO!sabe..,eu fiquei pensando o que a senhora havia me dito antes.Sobre "minha hermética";não consigo me" desvencilhar desse trejeito".Sou assim também... na vida.Meio calado;quieto.Conto as coisas para alguém,não por completo.Também,gosto de filmes e livros,que não dão a" nós",explicações mastigadas".Mas,fico honrado, de a senhora ter lido.De ter passado por aqui.Percebi,que a senhora gosta de um romance no ar(risos)

      • Cecilia

        Santidarko, neste espaço não sou uma senhora. E adoro textos que não são tim tim por tim tim, tipo manual de instruções. Não é trejeito, não é mutismo. É uma preciosa originalidade de pensamento, até um respeito pela inteligência do outro, o que você tem.
        Prazer em conhece-lo!

      • 1 comentário mais

      • Carlos Hades

        Metalinguismo e Hermética!
        O que pode ser melhor?
        Parabéns meu caro!

        • santidarko

          OBRIGADO CARLOS!VOCÊ É MUITO GENTE BOA!!



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