Disfarçadas nos sinais, nos signos,
incógnitas nas entrelinhas,
subjetivas no olhar.
Palavras
nascem, vivem, e desaparecem,
mas são eternas em sua essência.
Busco por elas:
Literais, metafóricas,
dissimuladas, explícitas,
silenciosas, nunca ditas.
Palavras são infinitas.
Na pureza da poesia
palavras serão sentidas,
ora em doce deleite,
ora setas pontiagudas
no alvo, a alma dorida.
Há palavras
que se escondem
quando delas mais preciso.
Zombam de mim,
escarnecem da minha cegueira,
por eu não achar contexto.
Pobres palavras sem eira nem beira.
Acabam amarrotadas
em bolinhas de papel
no fundo da lixeira.
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Autor:
Zaira Belintani (
Offline)
- Publicado: 20 de agosto de 2025 21:52
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 18
- Usuários favoritos deste poema: elfrans silva
Comentários1
Que maravilha!
Muitas vezes as minhas também foram parar no fundo da lixeira. .
Mas elas sempre estarão presentes na poesia da alma, ainda que não forem escritas.
Meu abraço!
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