eu queria era um canto torto de corruíra
acompanhado de viola de bambu plantado
que recitasse raízes e cerne das árvores
e entoasse das pedras seu mole coração
é que a gente necessita de um hino menor
que fale do orvalho e das poeiras de chão
um louvor que retrate a saliva dos capins
e a respiração molhada que há nas fontes
então voa, minha avezinha, voa
e pousa no estribilho este brilho teu inato
pois as canções assim há muito se calaram
e às vezes escuto só a sombra da palmeira
que desenhei sob um sol de canto de folha
com traços duros de rochas e passarinhos
-- esse poema foi publicado em meu blog pessoal (https://antoniobocadelama.blogspot.com/) em 19/08/25 –
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Autor:
Antonio Luiz (
Offline)
- Publicado: 19 de agosto de 2025 13:59
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 4
Comentários1
Um canto tênue! Adorei querido poeta!
Abraços,
Caríssimo poeta Shmuel,
Há muito eu não tinha um registro de suas amáveis visitas: elas são sempre muito esperadas!
Grato pela gentileza da leitura e pelo comentário.
Um abraço.
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