# A Procissão do Tempo
**Autor: Claudio Gia**
**Macau RN, 15/08/2025**
No seio das ondas, a festa a brilhar,
Nossa Senhora dos Navegantes a guiar,
Lá nos anos de outrora, barcaças a dançar,
Mas hoje só restam memórias a vagar.
As grandes embarcações, já não vão mais,
Embarcações pequenas, no mar, são os sinais,
E a procissão terrestre, na terra a clamar,
Enquanto a cidade se esquece de sonhar.
Macau, terra rica, mas em triste canção,
Recursos que chegam, mas sem transformação,
Portos e salinas, fechados no lamento,
O petróleo que murcha, um triste tormento.
Os ventos dos parques, que vêm a soprar,
Afugentam as aves, não vêm pra ficar,
Energia que flui, mas não nos abraça,
Enquanto as promessas se perdem na praça.
Hidrogênio verde, um sonho a se implantar,
Mas o povo, em silêncio, só pode esperar,
Falta d’água e vida, um grito sem fim,
Só Deus nas comunidades, onde tudo é assim.
Empresários que olham, mas não veem o chão,
O Congresso, distante, é inimigo da nação,
E assim seguimos, com fé e com dor,
A tradição persiste, mas onde está o amor?
-
Autor:
Claudio Gia (Pseudónimo (
Offline)
- Publicado: 15 de agosto de 2025 12:37
- Comentário do autor sobre o poema: A procissão dos Nossa Senhora Dos Navegantes, já não é mais como no passado, não tem festa social, já não a mais embarcação como no passado, só nos resta uma "pequena" procissão de embarcação de médio e pequeno porte, a procissão terrestre que nós faz efervescente de um tempo que já foi muito movimentado, hoje só nos resta manter uma simbólica devoção dos cidadãos Macauence.
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 3
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.