O cansaço do muito,
de sentir sempre demais.
A angústia no peito,
de quem tenta constantemente seguir em frente.
De quem sente.
Como se só isso bastasse,
como se no final do dia não fosse só eu e o vagão do metrô.
Já sinto falta do que de mim sobrou.
Tudo evapora com o passar dos dias.
Estranho é —
se sentir tão cheia e ao mesmo tempo tão vazia.
Sigo eu, sem saber se sou inteira,
sem o tanto que me falta,
Como quem perde o rumo sem notar.
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Autor:
Ingrid Anjos (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 30 de junho de 2025 17:11
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 54

Offline)
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