Já chorei tudo que podia,
já calei mais do que devia,
e mesmo assim… ninguém nota
que estou sumindo, dia após dia.
Quis dizer: “me ajuda, por favor”
mas a voz morreu na garganta.
Talvez a dor me defina,
talvez o mundo me espanta.
Sou aquele que ri nas fotos
mas morre quando a noite cai.
Sou o que ama em silêncio
e só o travesseiro atrai.
Se ao menos alguém visse,
se ao menos alguém sentisse
esse peso invisível
que todo dia me desfaz…
Mas sigo, como quem dança
no meio do próprio funeral —
com alma fria e cansada,
num
corpo preso ao final.
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Autor:
maria isabelly da Silva Santos (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 18 de junho de 2025 17:45
- Comentário do autor sobre o poema: Minha alma grita de dor,mais o silêncio faz ninguém escutar...
- Categoria: Triste
- Visualizações: 20

Offline)
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