Nas águas profundas onde o tempo não tem pressa,
encontrei o Teu manto, Rainha do Mar.
A vida corre como areia que se dispersa,
mas em Teu colo, Iemanjá, aprendi a saudar.
Agradeço os anos, os dias, a jornada,
o fôlego que me deste e o chão sob os pés.
Por cada maré cheia e cada madrugada,
pela força viva de ser quem Tu queres que eu és.
Como prova de afeto e de minha devoção,
deixei nas Tuas ondas um presente incomum:
um relógio que marca as horas da amplidão,
para que o tempo dos homens não seja nenhum.
Entreguei os ponteiros ao Teu balanço sagrado,
pois diante do Teu reino o tempo se cala.
Que o tique-taque agora seja o mar agitado,
e que a Tua paz seja a minha eterna morada.
Obrigado, Odoyá, pela vida recebida,
o meu tempo agora pertence à Tua imensidão.
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Autor:
Poesia Abandonada (
Offline) - Publicado: 15 de junho de 2025 17:56
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 57
- Usuários favoritos deste poema: Srta. Alma P., Nalva Melo ( E.S.M)

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