Marcos Valerio de Souza

LUA DE MEL

       LUA DE MEL

 

Quero untar meus lábios aos seus

Romper as barreiras intransponíveis do seu pudor

Quero aquecer o meu corpo no seu suor

E, sequioso, estancar o tempo, feito Zeus.

 

Não deixarei o clarão invadir a janela

Que serás só minha até que nasça o dia

Quero nesta noite de pura ufania

Desfolhar a privança da flor mais bela

 

E, ao final deste entrelace abrasador

Eu, que provei a doçura deste mel

Quero dizer do tesouro que descobri

 

Sob as entranhas pudicas do teu véu

Porque fostes primavera pra este colibri

Quero agora chamá-la de Meu Amor!

 

                 Marcos Valério de Souza

 

 

 

 

 

 

Comentários2

  • Edla Marinho

    Boa tarde, poeta.
    Que maravilha são teus versos a falar de um momento especial e mágico, com a doçura e sensualidade na medida certa, infelizmente, esquecido por muitos, na atualidade.
    Ainda bem que os poetas resistem.
    Lindo soneto!
    Um feliz domingo.!

    • Marcos Valerio de Souza

      Marina, obrigado pelo seu comentário precioso: ainda bem que os poetas resistem!
      Um jubiloso domingo pra ti!

    • CORASSIS

      Magnífico soneto!
      Parabéns em versar o amor tão bem poeta.
      Abraço.

      • Marcos Valerio de Souza

        Obrigado Poeta por externar a sua impressão e sincero elogio.
        O amor sempre será uma fonte inesgotável de inspiração.
        Retribuo outro abraço.



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