— Qual seu tipo?
Me perguntam.
E eu sorrio pequeno,
como quem não sabe…
ou não quer dizer.
Tem uns detalhes, sim.
Uns gestos, uns silêncios que me chamam.
Mas já vi tudo isso em alguém
e não senti nada.
Porque meu tipo
não se veste de carne.
Não mora em aparência.
É um susto calmo no peito,
um olhar que atravessa
sem pedir licença.
Meu tipo é o instante
em que tudo em mim se levanta e diz:
"É ela."
"É agora."
"Encontrei."
Mas, num canto fundo de mim,
também ecoa —
baixo, mas firme:
"Isso é impossível."
-
Autor:
Metamorfose (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 6 de maio de 2025 21:43
- Categoria: Amor
- Visualizações: 14
- Usuários favoritos deste poema: MAYK52

Offline)
Comentários1
Interessante este poema. É sempre muito difícil à primeira vista, definir qual é o nosso tipo de pessoa.
Há várias caraterísticas que são importantes para nós. Mas só o tempo, o convívio, poderão ditar se aquela pessoa é ou não o nosso tipo.
Gostei, amiga Metamorfose.
Beijinhos
Sim…
À primeira vista, tudo é superfície.
E o que parece ser “nosso tipo”
é só um esboço diante da alma.
Há traços que encantam,
mas é o tempo quem desenha a verdade.
É no convívio —
nas pausas, nos gestos,
na forma como o outro habita o silêncio —
que descobrimos se há abrigo ou só passagem.
Algumas presenças se revelam
como quem pousa devagar,
e mesmo sem prometer,
permanece.
Obrigada pelos seu comentário valioso.
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