À morte

umpoetaqualquer

Inevitavelmente
Imprevisível
É uma dor
Um adeus não dado
Um erro não perdoado 
É um último suspiro e pico de lembranças
A última tentativa de ter respirado

Pego-me a pensar
No quão fatal pode ser a morte
Nas quantas possibilidades ela pode tentar te levar
Para alguns, escapar ileso é sinal de muita fé ou
Muita sorte.

O que nos pode restar são lembranças
Sorrisos dados
Raivas "esquecidas"
Sentimento de puro arrependimento 
De ter dito ou feito tudo aquilo que queria 
Enquanto aquele alguém ainda estava em vida

Dias escuros
Noites tristes e sombrias
A lacuna na cama, na mesa, na roda entre amigos, na família 
Que não pode mais ser preenchida 

Ô dona Morte, simplesmente você não escolhe
Ou se escolhe, é muita maldade
Tirar alguém que em um instante poderia estar presente
Virar lembranças e agora um ser ausente

"Vem, vamos embora 
Deixe para trás todas as suas bagagens,
Seu orgulho, suas raivas, suas soberbas,
Aos que ficam, deixe apenas a saudade,
Uma mera lembrança que um dia você esteve presente
Junto à mesa"

@UmPoeta_Qualquer
Marcelo Oliveira

  • Autor: umpoetaqualquer (Offline Offline)
  • Publicado: 30 de março de 2025 00:17
  • Comentário do autor sobre o poema: Mas, iai? Você está preparado para encarar? ou nunca estaremos?
  • Categoria: Reflexão
  • Visualizações: 3
  • Usuários favoritos deste poema: Maria Verônica


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