Psicose

Sad-Guy

Jogado. Com todos meus defeitos de grilhões, tenho em mãos a âncora;

Flagelado. Torturado por todos os pecados, saudosa minha visão de outrora. 

Rejeitado. Minha boca apenas permite uma única verdade, a insinceridade;

Culpado. Em exíguos desejos por expiação atrela-se a única verdade, esperança é uma calamidade.

 

Esgotado. Isento de qualquer forma de vontade, traga uma punição;

Esfarrapado. Um cadáver fingindo-se de vivo, apenas outra enganação.

Desnorteado. Incapaz de encontrar uma solução, Sentindo-me vivo pela dor;

Fragmentado. Os restos mortais assemelhados à personalidade, tenham essas memórias em louvor.

 

Incapacitado. Com todos os espinhos abaixo da pele, condena-me uma vez mais;

Sufocado. Estripe o sufocamento bem fundo com uma faca, ensinai-me como se faz. 

Ignorado. Palavras são desperdiçadas a cada respiração, repressão torna-se salvação;

Julgado. Seu valor não possuí um amanhã, a preocupação é uma ilusão. 

 

Conformado. Decidido a acreditar numa doce mentira, a mais justa das vidas;

Afortunado. Tudo é mais fácil do que parecia, quando a alma é partida.

Enlevado. Tornai-me um escravo sem mente, Deserdado de meu coração

Acabado. Quando as cortinas fecharem-se, pela última vez na escuridão 

 

  • Autor: Sad-Guy (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 29 de março de 2025 17:17
  • Comentário do autor sobre o poema: Eu me odeio, Eu odeio quem me tornei Se você me odeia Saiba que eu me odeio mais
  • Categoria: Triste
  • Visualizações: 8


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