Rios vazios que correm para o mar,
Rios pequenos, lagos serenos,
Fios d’água, lágrimas e mágoa,
Sem destino ou chance de voltar;
Rios vazios que enfrentam o outono,
Em noites vazias, privadas de sono,
Sem sonhos, sem metas,
Noites discretas de puro abandono;
Rios vazios já quase sem vida,
Sem flores, sem peixes, ou margem florida,
Como vidas vazias, sem sonhos, contida,
Pelo medo, o tempo, a esperança perdida;
Sorrisos vazios como nos comerciais,
Em rostos sem rugas, de formas iguais,
Sem sentimentos e nenhum argumento
Nos “reels vazios” de influenciadores boçais;
Nas noites escuras sem os castiçais,
Das vidas sem sentido em tempos banais,
Perdidas nas margens, vivendo de imagens,
Nos “reels vazios” das redes sociais!
Jose Fernando Pinto
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Autor:
Jose Fernando Pinto (
Offline) - Publicado: 28 de março de 2025 16:41
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 14

Offline)
Comentários2
Descrição realista dos tempos atuais.
Boa Noite!
Boa tarde querida Leide! Gratidão pela leitura, um pouco dos meus delírios acerca da "modernidade" das redes sociais.
Nos “reels vazios” das redes sociais!
Parabéns poeta José Fernando.
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