Rios vazios que correm para o mar,
Rios pequenos, lagos serenos,
Fios d’água, lágrimas e mágoa,
Sem destino ou chance de voltar;
Rios vazios que enfrentam o outono,
Em noites vazias, privadas de sono,
Sem sonhos, sem metas,
Noites discretas de puro abandono;
Rios vazios já quase sem vida,
Sem flores, sem peixes, ou margem florida,
Como vidas vazias, sem sonhos, contida,
Pelo medo, o tempo, a esperança perdida;
Sorrisos vazios como nos comerciais,
Em rostos sem rugas, de formas iguais,
Sem sentimentos e nenhum argumento
Nos “reels vazios” de influenciadores boçais;
Nas noites escuras sem os castiçais,
Das vidas sem sentido em tempos banais,
Perdidas nas margens, vivendo de imagens,
Nos “reels vazios” das redes sociais!
Jose Fernando Pinto