aprisionado no sono por um véu sombrio
contido por um pântano de iras e sustos
onde o impensável me espia de arbustos
e as esperanças se dissolvem num vazio
meu grito é a voz sussurrada em desvio
como murmúrios entre ecos já vetustos
e o vento que rabisca os rostos injustos
traça no meu o horror dum olhar esguio
por fim, cai um pequeno céu feito ruína
e bem no fundo do meu peito se ilumina
um brilho lúgubre dum relâmpago tardio
e quando a noite afrouxa sua fina trama
meu corpo suado se remexe, se espasma
e o medo acorda antes mesmo do que eu
-- esse poema foi publicado em meu blog pessoal (https://antoniobocadelama.blogspot.com/) em 27/03/25 --
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Autor:
Antonio Luiz (
Offline)
- Publicado: 27 de março de 2025 13:44
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 7
- Usuários favoritos deste poema: Fabricio Zigante
Comentários2
O pesadelo foi tão intenso que acabou virando soneto!
Quando um véu cai ou é rasgado vivemos um pesadelo sombrio. Só o tempo faz a tempestade passar. Boa tarde poeta.
Grato pela interação, cara poeta Rosângela! Um abraço.
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