Se eu fosse tu,
Seria o mesmo que sou.
Pois tu és eu,
E eu sou Aquele que tudo criou.
Olho para mim e vejo-te a ti!
Quando te vejo a ti, é para mim que estou a olhar.
Que lindos são os teus olhos,
Olhos esses que são meus para vislumbrar.
Quando me bates, bates em ti;
Quando gritas, gritas por mim.
Pensas que me odeias,
Mas na verdade nunca viste amor assim.
Abraças-me com força e amor;
Mas que ódio é esse que te afasta?
Repudias-me a mim ou a ti?
Que desejo é este que nos faz gritar "basta!"
Junta-te a mim!
Afasta-te de mim!
Que vida paradoxal esta,
Que me faz plantar e pisar o belo jasmim.
O nosso coração palpita violentamente!
Quando tocas na minha mão sinto um desejo ardente!
É então que o calor me queima as entranhas,
Como a febre queima o doente!
Não aguento mais, quero-me unir!
Quero unir aquilo que a ilusão separou!
Entrelacemo-nos como duas cobras sedentas,
Para que digamos "o dois em um se tornou".
-
Autor:
Paulo de Tarshish (
Offline)
- Publicado: 25 de março de 2025 16:54
- Categoria: Amor
- Visualizações: 9
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.