No espelho do tempo me vejo
um reflexo incerto em busca de sentido
alma que vagueia em fragmentos de memórias
que se desfazem como pó ao vento
Nas curvas da existência
sou eu, singular e confuso
um alguém entre sombras e luz
perguntando ao silêncio: "Por que sou assim?"
Cada instante é uma página
em um livro escrito pela ausência do passado
onde a infância se escondeu nas brumas
e o presente ecoa em notas de dúvida
Mas, na vastidão desse ser
há um pulsar que se recusa a silenciar
um grito mudo de consciência
que se reinventa a cada batida do coração.
Entre a efemeridade dos dias
e o mistério do que virá
sou apenas eu
um poema inacabado,
procurando, no próprio ser
O verso que dá sentido à vida.
-
Autor:
pequeno verso (
Offline)
- Publicado: 19 de março de 2025 15:35
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 14
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.