Querida, eu
A gravidade faz meus dedos colidirem com os papéis,
Como se essa fosse a última coisa a se dizer:
O meu amor pela escrita é mortal...
Eu não daria a vida por um verso,
Um verso é quem daria vida a mim.
Ser um escritor é coisa de gente grande,
Pra quem não encontra silêncio na imaginação.
Meus versos são retalhados,
Escondem mais segredos do que os revelam
E as vezes nem vírgula tem.
Um dia, talvez,
Eu seja como as pessoas grandes:
Com rótulos e rimas,
Com preços e capas.
Mas agora quero escrever como uma eterna criança.
Quero a graça de quem me lê porque se sente em casa,
Que na bagunça consegue se arrumar
E que os meus versos, escritos com as batidas do coração,
Também possam tocar versos, lidos apenas com o soar da voz.
A gravidade faz meus dedos colidirem com os papéis,
Como se essa fosse a última coisa a se dizer:
O meu amor pela escrita é mortal...
Eu não daria a vida por um verso,
Um verso é quem daria vida a mim.
Ser um escritor é coisa de gente grande,
Pra quem não encontra silêncio na imaginação.
Meus versos são retalhados,
Escondem mais segredos do que os revelam
E as vezes nem vírgula tem.
Um dia, talvez,
Eu seja como as pessoas grandes:
Com rótulos e rimas,
Com preços e capas.
Mas agora quero escrever como uma eterna criança.
Quero a graça de quem me lê porque se sente em casa,
Que na bagunça consegue se arrumar
E que os meus versos, escritos com as batidas do coração,
Também possam tocar versos, lidos apenas com o soar da voz.
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Autor:
333 (Pseudónimo (
Offline)
- Publicado: 13 de março de 2025 15:06
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 29
- Usuários favoritos deste poema: Melancolia..., ::.. Flávio..::, Pacificador
Comentários2
Esse sentimento de humildade acompanhado por um desejo secreto de grandiosidade, o amor pela escrita, o escrever como uma criança e o anelo de alcançar corações, tudo isso é muito lindo.
Ao ler seu poema, sinto como se estivesse entrando em um espaço íntimo, onde a escrita se torna quase uma necessidade vital, uma respiração.
A gravidade dos dedos tocando o papel, como se fosse o último ato, transmite uma urgência, um desejo profundo de expressar algo que não pode ser contido.
Você não está simplesmente escrevendo; está se entregando à escrita, e isso é algo que me toca.
A reflexão sobre o amor pela escrita, sendo algo que "daria vida", mas que ao mesmo tempo não exige sacrifício, é uma verdade complexa e bonita.
Fico pensando na constante busca por significado e na tensão entre ser um "escritor grande", com todo o peso e as expectativas que isso carrega, e o desejo de permanecer simples, de escrever como uma criança, sem pressões externas.
O mais bonito é a ideia de que, no final, os versos não são apenas palavras dispostas em linhas, mas sim algo que fala diretamente ao coração de quem lê, como se ao recitar, a própria voz fosse um ponto de encontro.
É um poema que, ao mesmo tempo que revela uma busca pessoal, convida o leitor a se perder e se encontrar junto com o autor.
Belo poema....
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