Querida, eu
A gravidade faz meus dedos colidirem com os papéis,
Como se essa fosse a última coisa a se dizer:
O meu amor pela escrita é mortal...
Eu não daria a vida por um verso,
Um verso é quem daria vida a mim.
Ser um escritor é coisa de gente grande,
Pra quem não encontra silêncio na imaginação.
Meus versos são retalhados,
Escondem mais segredos do que os revelam
E as vezes nem vírgula tem.
Um dia, talvez,
Eu seja como as pessoas grandes:
Com rótulos e rimas,
Com preços e capas.
Mas agora quero escrever como uma eterna criança.
Quero a graça de quem me lê porque se sente em casa,
Que na bagunça consegue se arrumar
E que os meus versos, escritos com as batidas do coração,
Também possam tocar versos, lidos apenas com o soar da voz.
A gravidade faz meus dedos colidirem com os papéis,
Como se essa fosse a última coisa a se dizer:
O meu amor pela escrita é mortal...
Eu não daria a vida por um verso,
Um verso é quem daria vida a mim.
Ser um escritor é coisa de gente grande,
Pra quem não encontra silêncio na imaginação.
Meus versos são retalhados,
Escondem mais segredos do que os revelam
E as vezes nem vírgula tem.
Um dia, talvez,
Eu seja como as pessoas grandes:
Com rótulos e rimas,
Com preços e capas.
Mas agora quero escrever como uma eterna criança.
Quero a graça de quem me lê porque se sente em casa,
Que na bagunça consegue se arrumar
E que os meus versos, escritos com as batidas do coração,
Também possam tocar versos, lidos apenas com o soar da voz.
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Autor:
333 (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 13 de março de 2025 15:06
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 42
- Usuários favoritos deste poema: Lírios na Tempestade, Demetrio Silva

Offline)
Comentários1
Esse sentimento de humildade acompanhado por um desejo secreto de grandiosidade, o amor pela escrita, o escrever como uma criança e o anelo de alcançar corações, tudo isso é muito lindo.
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