Sou um nome que ninguém chama,
Um coração que ninguém ama.
Uma voz que começa e nunca termina,
Cortada, engolida, esquecida.
Sou a sombra na casa cheia,
O corpo presente, a alma estrangeira.
Caminho entre móveis que não me pertencem.
Vejo pegadas em meu espaço.
Mãos que tomam sem pedir,
Fazem minha existência sumir.
E quando a noite me pergunta quem sou,
Fico em silêncio.
Talvez nem a escuridão queira saber.
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Autor:
Ludmilla Fernandes (
Offline)
- Publicado: 10 de março de 2025 16:16
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 50
- Usuários favoritos deste poema: Luiza Castro, Pacificador, Ludmilla Fernandes
Comentários1
Bem profundo.
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