Água caindo sob o meu rosto
Minha cabeça continua girando
Enquanto eu sinto a respiração aumentar
Virando um peixe, dentro de um aquário
Se afogando nos próprios pensamentos
Há dias e dias, dias que estamos e dias que existimos
Livre-se da insensatez, do seu delírio
O sol queimando minha pele, enquanto eu continuo a nadar
Eles continuam a falar, alimentando com falsas esperanças
A vida meio histérica, igual a um barco a vela na tempestade
Fisgando nossa atenção, colecionando cadáveres na parede para mostrar ao mundo
Mais uma vez fisgado, mais uma vez desligado
Acordando e dando socos no ar
Vou girando dentro do relógio
E o calendário vai me contando
Enquanto o termômetro me usa para medir a temperatura
Somos espectadores, tendo expectativas
Dentro de um aquário, não sendo aquarela, nem amarela, sendo dourado
Sim, aquele peixe, sim, aquele aquário...
-
Autor:
Fantasma sem coroa (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 24 de fevereiro de 2025 18:56
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 25
- Usuários favoritos deste poema: LF Text, Drica

Offline)
Comentários1
GOSTEI! Bonito, profundo demais. Tudo combina. As metáforas.
Obrigado por ler! 🙂
Eu que agradeço.
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.